Primeira etapa: separar as roupas.
É quando eu reviro a bagunça que é o meu armário pra ver o que seria interessante colocar na mala. Depois passo pro armário do lado, depois o do outro quarto - o que tem coisas de todo mundo -, garimpo qualquer coisa do guarda-roupas da mamãe e sigo lá pra baixo, pra caçar as roupas que não têm chance nem de serem guardadas porque eu não consigo esperar nem que elas sejam passadas junto com todas as outras.
E aí vem a consciência examinar todos aqueles montinhos em cima da cama. Segunda etapa.
Camisetas. Marina, sete camisetas brancas além de todas as outras de diversas cores? Não sei se você percebeu, mas três delas são parecidíssimas e ainda precisam ser usadas com regatinhas coloridas por baixo e você vai querer levar umas cinco opções de cores, o que aumenta consideravelmente sua mala. Vamos lá. Vai, você consegue. Duas a menos e tá tudo certo. Existe máquina de lavar na casa da sua irmã, não?
Dois shorts, a calça preta, saia, colete e...cinco vestidos? Pode tirar aquele preto básico que além de ter um tecido grosso e ocupar muito espaço, você coloca e - a não ser que esteja com o humor ótimo - encana que tá justo na bunda. Quatro tá ótimo.
E blusa? Só porque é verão você acha que não vai mesmo fazer frio? Tá, o cardigã de bolinhas. É lindo, mas não é suficiente. Cadê aquela jaqueta verde atoalhada que você usa mais que o cérebro?
Pijama, não esquece. O resto tá tudo certo, agora eu sei que você vai levar mais uma eternidade pra escolher os acessórios e vai ficar louca atrás dos seus brincos - se é que já não conseguiu perder todos eles.
Ainda faltam os sapatos e eu espero sinceramente que você não invente de levar três tênis e quatro sapatilhas de cores diferentes.
Pôxa vida, Marina, eu te falo todo começo de ano que você precisa ser mais organizada e você nunca aprende. Assim fica difícil, viu.
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Tô indo terminar as férias em Porto Alegre.
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