Saudade do cheiro de madeira com hortelã que tinha na tua casa, das cadeiras brancas, do filtro no cantinho, das plantas e dos tatus-bola no jardim, de ficar sentada do seu lado organizando seu rack de costura enquanto você cerzia qualquer coisa, do pote de balas e daquela lata que colocavam em cima da cadeira para que eu alcançasse a mesa nos almoços de domingo. Saudade do cheiro que tinha sua comida - e depois que a senhora se foi, nunca mais comi doce em compota, raras vezes um milho refogado e voltei a gostar de feijão há pouco tempo.
Eu não sei quantos anos a senhora faria hoje. Acho que revirando os documentos, descobriram duas datas de registro. Mas esses números não importam, vó. Importa mesmo a falta que a senhora me faz. E o jeito como me vem nos pensamentos todos os dias.
Lindo!
ResponderExcluirSinto falta da minha vó nos detalhes também. Tomar Yakult sentada na mesa da cozinha, ouvir ela chamado meu nome sem o R, roubar melzinho do aparador da sala de jantar... Vó faz falta mesmo.
Ainda bem que eu ainda posso aproveitar a outra vó, que ainda está viva. :)